terça-feira, 26 de julho de 2011

Bonecos de Estremoz

Trabalho dos Irmãos Ginja "Amor é cego"


Uma forma de expressão para retratar a cultura, hábitos e costumes alentejanos. Os bonecos de Estremoz são o casamento perfeito entre escultura e a pintura.
Os trabalhos e a vida do campo, as profissões e ofícios, as ocupações domésticas, cenas do quotidiano ganham cor nesta arte enriquecida com apontamentos religiosos, imagens simbólicas, incutindo uma crítica social nessas personagens típicas criadas e recriadas pelo sentimento e sentido táctil das mãos desses mestres.

Trabalho de Irmãs Flores (Presépio de Altar)


As imagens de Culto em madeira e as imagens de cerâmica policromada que sensivelmente desde o século XVI revestiam retábulos e oratórios terão dado origem a estes bonecos.
Partindo de investigações desenvolvidas, alguns destes bonecos parecem ter sido adaptadas a partir de modelos conhecidos como figuras carnavalescas. Podem identificar-se elementos característicos das culturas africanas e brasileiras na composição de determinadas figuras, que terão influenciado a construção destes arquétipos dos Bonecos de Estremoz.

Imagem retirada do livro " Memórias sobre os Barros de Estremoz"de Azinhal Abelho, editado pelas edições Panorama de 1964.  Trabalho dos Irmãos Ginja 


Foi no Século XVIII que o barro de Estremoz ganha visibilidade no reinado de D. João V. aquando da construção do convento de Mafra terão chegado ao nosso país muitos artistas franceses e alemães que notaram as características da qualidade do barro desta região despertando assim os seus interesses nessa matéria prima.
Estudos recentes indicam que contrariamente ao que fazia prever os Bonecos de Estremoz não eram realizados por oleiros da vila mas sim por mulheres às quais chamavam “boniqueiras” segundo atesta uma ata de vereação de 10 de Outubro de 1770. Essas mulheres não tinham o seu trabalho reconhecido enquanto oficio. Uma das razões era a sua condição feminina, outra razão era o facto de ser mal visto marido e filhos serem sustentados pela mulher da casa, sendo também o trabalho feminino considerado inferior ao do homem.

Trabalho de Irmãs Flores


As peças que se encontram no Museu de Estremoz do Século XVII e XIX com forte cariz religioso e relacionadas com o trabalho doméstico são da autoria destas mulheres.
 
Museu de Estremoz 


No primeiro quartel do século XX esta arte esteve em decadência e quase desapareceu, porém em 1924 com o surgimento da Escola de Artes e Ofícios e do seu Director Sá Lemos surgiu um novo impulso e ressurgimento para o qual contribuiu a senhora “Ana das Peles” que apesar da sua idade avançada ainda se lembrava de como se faziam os bonecos e deu a sua contribuição para salvar a tradição.

Foto: Ana das Peles (Fotografia de Rogério de Carvalho 1930)


Com o seu falecimento surge o oleiro Mariano da Conceição e após o seu falecimento é a sua irmã e posteriormente a sua esposa que dão continuidade ao oficio. 

Foto: Mariano Augusto da Conceição (Fotografia de Rogério de Carvalho 1930)


Hoje em dia vários artista trabalham nesta arte de tradição estremocense dos quais destaco Sabina Santos, as Irmãs Flores, Fátima Estroia, Maria Luísa, Irmãos Ginja, Célia Freitas e Isabel Pires.


Trabalho de Maria Isabel Pires



Museu de Estremoz
Largo D. Dinis
7100 Estremoz
http://museuestremoz.redemuseus.com
 http://museuestremoz.blogspot.com
Telf: 00351268333608
museu.municipal@cm-estremoz.pt

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Olaria São Pedro do Corval


Desde sempre os utensílios de barro estão presentes no nosso quotidiano. Os primeiros utensílios de barro seriam simples, modelados e secos ao sol. A olaria cumpria as necessidades básicas da população que servia. Com o fogo na sua vida o Homem descobriu as virtudes da cozedura das peças transformando assim o barro dúctil em matéria consistente e resistente. A arte da cerâmica foi evoluindo e modificando-se estética e tecnicamente. O oleiro aprendeu a escolher o melhor barro para a produção das peças e adaptar as técnicas a usar ao tipo de barro que encontrava no sítio onde se fixava.

As peças de barro na sua origem surgiram para ser úteis e funcionais, servir os seus criadores. A essa dualidades de uso e função juntou-se a beleza e a estética conseguindo assim a harmonia que se pode ver e sentir numa simples tigela de barro ou num prato. 

Fotos: Olaria O Patalim 


Num contexto essencialmente rural o barro tinha um papel central e era frequentemente utilizado: como tijolo na construção das casas, no fabrico das telhas, em utensílios de cozinha e também eram de barro as as imagens e utensílios com que se prestava homenagem a Deus. 

Foto: Exposição de peças tradicionais 


Uma peça de barro tem sempre a envolvente de quem a fez e de quem a utilizou... Uma relação quase poética que passa pela magia da criação desde uma fase de gestação da matéria prima, o barro, que obedece ao toque das mãos, que se pode modelar, e que numa fase final pela cação do fogo se transforma numa matéria consistente e ao mesmo tempo frágil.



Uma peça de barro também é uma apelo sensorial: tocar-lhe, sentir o relevo, a sua ondulação, as suas formas, o seu peso, a rugosidade ou a maciez da sua superfície.
A olaria é um património inegável de uma comunidades não de um homem.”Museu da Olaria 

Fotos: Olaria O Patalim 


Em pleno alto Alentejo, outrora aldeia de Matos passou em 1948 a chamar-se São Pedro do Corval é sede de freguesia do concelho de Reguengos de Monsaraz, pertencendo ao distrito de Évora. É considerada a capital Ibérica do Barro e lá encontramos 22 Olarias em funcionamento e uma mão cheia de artesãos onde podemos assistir ao vivo a esta arte ancestral, uma verdadeira escola de olaria. 














Fotos: Olaria O Patalim 


A olaria data a sua presença nesta localidade desde o período Árabe, conforme atesta o teor do Foral Afonsino outorgado a Monsaraz em 1276. As peças desta arte tornam com as suas características únicas aliadas a umas cores garridas retratam a vida rural alentejana e estão incorporadas no modus vivendi da população local. 



Foto: Olaria O Patalim 



Em 2008 o Município de Reguengos de Monsaraz registou no Instituto Nacional de Propriedade Industrial as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval”. “Rota da Olaria”, “Rota dos Oleiros” e “Olaria”.

"(...) Em relação aos utensílios de cerâmica, largamente difundidos em todo o país, a originalidade do Alentejo consiste em ter conservado, de uma herança mediterrânea, o vasilhame para líquidos, principalmente para vinho, preparado e guardado no resto do país , em pipas e tonéis de madeira. Neste sentido, é mais uma das expressões da civilização do barro própria desta região." Orlando Ribeiro


Fotos: Olaria O Patalim 


Olaria O Patalim Estrada de Monsaraz, 12
São Pedro do Corval
7200-131 Corval
Alentejo- Portugal
Telef/Fax 266549117
Telem: 969794402
E-mail: geral@olariapatalim.com
www.olariapatalim.com  
Horário: todos os dias
08:00 - 12:30
14:00 - 18:00

Livro: "Olaria portuguesa: do fazer ao usar"
Editor: Assírio & Alvim
Data: 2003
Autores: Raquel Henriques da Silva, Isabel Maria Fernandes, Rodrigo Banha da Silva
Design gráfico: Vera Velez
Fotografias: José Carlos Garcia
Tradutor: Anthony de Seife Kinnon
Páginas: 221
Valor: 50 euros


Museu da Olaria


Criado em 1963 em Barcelos numa zona de fortes tradições cerâmicas como resultado de uma doação de uma valiosa coleção recolhida pelo etnógrafo barcelense Joaquim Salles Paes de Villas Boas. Com uma área de 2000 metros quadrados, possui um espólio de 7000 objetos, representativos da forte tradição oleira nacional e lusófona.

Contacto:
Rua Cónego Joaquim Gaiolas
4750-306 Barcelos
Telefones: 253 824 741 | 253 809 642
 Fax: 253 809 661
www.museuolaria.org
Preço: 2, 2€




























segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lenços

~
Foto: Nuno Reis



Os lenços de Viana como são conhecidos fazem parte do imaginário português. São coloridos na sua base onde assentam cercadura de flores grandes e coloridas destacando as quatro cores principais: vermelho, amarelo, branco e azul.




Postal antigo: Lavadeiras Viana de Castelo

“A veste organiza-se em: saia franzida, colete justo apertado com fitilho e camisa branca, sobre a qual se apõe o avental, a algibeira e o lenço. Na cabeça, colocava-se um lenço idêntico ao do peito. Nos pés, calçavam chinelas também bordadas, à maneira barroca, e meias arrendadas.”
(Teixeira: Madalena Braz, O traje regional, Português eo Folclore VII ) 


Estão presentes ao longo da história da humanidade em vários momentos históricos:
Segundo a lenda a primeira mulher que usou um lenço foi a rainha egípcia Nefertiti no ano de 1350 a.c.;
Em 230 a.c. na China no reinado do Imperador Cheng os lenços tinham uma utilização funcional que servia para identificarem os funcionários ou guerreiros chineses;
Na Roma Antiga o lenço foi usado para aquecer (dai evolui para o cachecol) e limpar o suor; •Em Portugal na altura da partida da família real portuguesa para o Brasil em 1808, um dos episódios relatados foi o da invasão de piolhos que infestou o barco onde viajava Dona Carlota Joaquina, deixando a rainha e as suas acompanhantes de cabeça rapada e a desembarcar em S. Salvador da Bahia com um lenço na cabeça, curioso é o facto de o traje das Baianas conservar atualmente o lenço na cabeça; 



Dona Carlota Joaquina 


Em 1786, o imperador Napoleon Bonaparte enviou durante uma viagem à Índia um lenço de cashmere de presente à sua esposa Josephine de Beauharnais;
Em 1810 Beethoven apaixonou-se por Therese Malfatti e resolveu renovar o seu guarda –roupa na esperança de ganhar o coração da sua amada. Dessa renovação estão os lenços de seda que ele tanto usou agarrados aos pescoço;
A Rainha Vitória de Inglaterra para além de ter usado o primeiro o vestido de noiva branco é também uma das responsáveis pela popularização do lenço na cabeça;
Em 1837 mesma época em que a Hermés nasceu.


Em Portugal:
Segundo a história das relações comerciais no Índico pelo menos até ao século XVII, os tecidos indianos eram importantes moedas de troca e fonte de receitas no comércio com a costa oriental africana. A história apresenta os portugueses como comerciantes que vendiam em Mombassa lenços (lesos) peças de tecido estampados e cortadas com cerca de 60cm de largura, que traziam da Índia. Eram peças estampadas em parte com pintas brancas sob um fundo escuro, o padrão fazia lembrar as penas das galinhas da Índia.
A estamparia em Portugal entra tardiamente e só por volta de 1775 se introduziu de facto a estamparia de algodão, só que entretanto o comércio asiático desenvolveu-se sob o impulso da política pombalina, ajudando a recomposição “sem ouro” da economia portuguesa.
Em 1788 havia em Portugal 18 fábricas de chitas. A tecelagem nacional não era protegida e só sobreviveu a Real Fábrica de Lançaria de Alcobaça, que fornecia panos para a estamparia.
•Em 1880 os lenços nacionais foram substituídos pelos lenços austríacos por serem mais vistosos (dizem!)




Lenços portugueses


Os lenços sempre estiveram na ordem do dia, das lavadeiras aos ranchos etnográficos, do povo à burguesia, da rua para os desfiles de moda ou acessórios contemporâneos. Fazem parte das coisas portuguesas com certeza. 

Foto: Mnati Garrido


Colecção Lanidor

Semana da Moda de Moscovo, Outubro 2010


Colecção Maria Bonita: Verão 2012

Criações portuguesas: Princezices















































quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ginjinha do Rossio


Taberna a Ginjinha 1967
Kerner, Sid


Em Portugal a ginja ou cereja amarga (nome científico Prunus cerasus) é um fruto popular desde o século XV, sendo utilizada com fins medicinais. Por volta de 1755 vulgarizaram-se em Lisboa os estabelecimentos que vendiam ginjas mergulhadas em aguardente e daí e evoluiu para a famosa ginjinha.
Segundo a lenda foi um monge da Igreja de Santo António , Francisco Espinheiro que criou o néctar da capital ao deixar ginjas a levedar em aguardente, acrescentando açúcar, água e canela.



Foto: Benjamim Medeiros 


Foi em 1840 no Largo de São Domingos que começou a ser servida a mais típica bebida lisboeta. No mesmo balcão passaram poetas, escritores, artistas, trabalhadores do Rossio, turistas, curiosos e gulosos. Sobreviveu a séculos de história, a ditaduras, confrontos, tempestades, ASAE, modas, gostos e costumes. Aí está ela da burguesia ao povo, do povo à burguesia sempre contemporânea e na boca dos lisboetas.


Foto: André Domingos

Oferecendo duas modalidades ao freguês que por lá passa: “com elas” ou “sem elas” , as ginjas! O certo é que saem a grande velocidade para a clientela sempre crescente que se alinha ordeiramente aguardando pela sua vez ... Sim porque o ritual requer repetição os copos são mínimos e o sabor enorme. É uma bebida doce e muito saborosa.


Atualmente o negócio já vai na quinta geração, selecionando as melhores ginjas e garantindo os 4 meses de repouso para uma produção de 150 000 litros anuais, alguns deles exportados. No Balcão do Rossio Cubas de 800 litros enchem as garrafas da bebida fabricada na Arruda dos Vinhos, exclusivamente para a Ginjinha da Espinheira a encher copos já vai para 171 anos.
Os versos que estão na entrada guardam publicamente o segredo mais bem guardado desta bebida tão nossa!

Cartaz de uma representação da publicidade feita à mais de 100 anos em Portugal.

Contacto:

Largo de São Domingos, 8
Lisboa
Preço: 1,2€












segunda-feira, 11 de julho de 2011

Rafael Bordallo Pinheiro


Rafael Bordallo Pinheiro, 1876


Raphael Augusto Bordallo Prestes Pinheiro nasceu a 21 de Março de 1846 no nº 47 da Rua da Fé, em Lisboa. Apaixonado pelo lado boémio da vida lisboeta e avesso a qualquer disciplina, matriculou-se sucessivamente na Academia de Belas-Artes. Artista nato marcado seguramente pelo ambiente artística da sua casa paterna. Destaca-se pela modernidade militante, pelo otimismo e tala tranquilidade com que sempre viveu a sua agitada e nada fácil vida.
Saudavelmente um desiludido com as pessoas que para ele todas são corruptíveis.
Usava o riso para provocar e agredir mas não para curar o que não tem cura.
A sua versatilidade como artista levam-no a ter uma vida repleta de experiências e aprendizagens. No seu percurso muito próprio destaco: ceramista, escultor, ilustrador, cartoonista, jornalista, repórter (da guerra civil espanhola), decorador, figurinista de teatro e nos tempos que correm arriscaria a chamar-lhe também marketeer e designer, funções tão bem desempenhadas e com capacidade de projeção no futuro quando na altura ainda nem se falavam nessas profissões.
Foi também iniciado na Maçonaria em Julho de 1875 na Loja Restauração de Lisboa, com o nome simbólico de “Goya”

Texto impresso e timbrado, Grande Oriente Lusitano, 1875
Auto de Iniciação de Rafael Bordalo Pinheiro na Maçonaria






A Faianças Artística Bordallo Pinheiro foi fundada em 1884 com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica e do barro, com a originalidade do seu criador, Raphael Bordallo Pinheiro. Nasceu assim a produção em série de peças que tão bem caracterizam a sociedade portuguesa, ao longo de várias gerações.
Perfeccionista convicto deu importância a todos os pormenores na edificação do seu maior projeto desde a escolha do local, a moldura envolvente, inclusive a construção de uma escola primária para os filhos dos operários...
A empresa era marcada por uma forte paixão e criatividade colocadas nos trabalhos desempenhados, onde não faltava a consciência moral, o humor, transgressão tornaram a empresa com características únicas e responsável por uma qualidade notável e uma herança de enorme valor. Património artístico e histórico que atualmente foi resgatado pala aquisição da Fiança Bordallo Pinheiro por parte da Visabeira Indústria. Que continua a utilizar grande parte das técnicas centenárias na reprodução dos moldes que assim vai prosseguindo a recuperação de um legado insubstituível. Ao mesmo tempo a empresa vai criando produtos de cariz contemporâneo e reforçando e seu prestígio.

Alguns dos objectos mais representativos que permanecem intemporais.  




O conceito do Zé Povinho segundo o seu criador: esperto e matreiro, sem moral nenhuma se pudesse trepava para as costas dos que o calavam a ele. Não gosta de trabalhar e prefere resignar-se do que a combater. O manguito é o seu gesto filosófico perante os desacertos do mundo. Esta personagem nasceu com o 5º número da revista Lanterna Mágica, de 12 de Junho de 1875. O Zé Povinho é a criação mais emblemática de Bordallo e uma das metáfora mais certeira do nosso carácter coletivo, espelho sarcástico do povo português com os seus vícios e a sua esperteza oportunista.




A azulejaria ocupa um papel essencial na obra de Bordallo Pinheiro. Criou inúmeros azulejos em relevo, com padrões diversificados, incluindo peças de inspiração naturalista, de influência histórica e recriações hispano-mouriscas inspiradas na tradição local.”






A couve e os tomates foram metáfora à rusticidade de um Portugal que Bordallo tantas vezes satirizou. Esta foi uma forma astuciosa de homenagear, colocando-os no centro das mesas burguesas, para onde, de outra forma, não seriam convidados.


O Museu

Madureira, Arnaldo, 1940: Arquivo fotografico de Lisboa



O museu tem origem na importante colecção reunida pelo poeta Cruz Magalhães que em 1913 encomenda o projecto ao arquitecto Álvaro Machado para a sua moradia no Campo Grande,  iniciando ai a instalação da colecção.

O museu abre ao público pela primeira vez em 1916, em 1922 é ampliado com a criação de novas salas, em 1924 o museu passa a tutela do Município de Lisboa. 

1º Bilhete de entrada no museu em 1816

 Depois de várias transformações e remodelações este museu mantém até aos dias de hoje o legado de um incontornável artista português. Nele esta reunida a mais completa colecção bordaliana com 1200 peças de cerâmica, 3500 exemplares de gravuras originais, entre desenhos e pinturas, 900 fotografias de época, mais de 3000 publicações,  um significativo acervo documental composto pelo espólio privado de Cruz Magalhães e do grupo de amigos com ligação à história da constituição da colecção e da fundação do Museu e pelo trabalho da primeira directora da instituição, Julieta Ferrão. 

Contactos:
Rua Rafael Bordalo Pinheiro, 53
2504-911 Caldas da Rainha
Tel: 00351 262 839 380
Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande,382
1700-097 Lisboa
Tel: 00351 218 170 667
Site: http://www.museubordalopinheiro.pt    
De terça a Domingo das 10h-18h
Preço: 1,5 euros
Metro: Campo Grande