terça-feira, 31 de julho de 2012

Jardim do Príncipe Real - “Jardim França Borges”.


Arquivo Fotográfico de Lisboa 
Biblioteca ao ar livre, 1956
Serôdio, Armando, 1907-1978 

Conhecido no século XV por Alto da Cotovia. Nos finais do século XVII, o filho do marquês de Alegrete, João Gomes da Silva Teles, projetou a construção de um palácio, posteriormente abandonado, sendo em 1740 a lixeira do Bairro Alto. Este território foi vendido à Companhia de Jesus, e os padres limparam o local e ordenaram a construção do Colégio das Missões, que viria a ser destruído com o terramoto de Lisboa, de 1755. Aí se iniciou a nova Sé Patriarcal, que acabaria por sofreu um incêndio que a destruiu, ficando ao abandono. Por volta de 1789, o visconde de Vila Nova de Cerveira insinuou o aproveitamento destas ruínas para a construção do Real Erário, a Tesouraria Central do Reino, porém as obras tornaram-se tão dispendiosas que o projeto acabou por ser novamente abandonado em 1797. No ano de 1830 era um local de entulho, que a Câmara mandou limpar para ali colocar uma praça. Foi então edificado e construido um jardim com características e traços românticos, datado de 1853 e designada por Praça do Príncipe Real no ano de 1859. No decorrer dos anos 50, foi chamada por Largo de D. Pedro V; e entre 1911 e 1919, de Praça Rio de Janeiro, tendo readquirido o seu nome como forma de homenagem ao filho primogénito de D. Maria II. Em 1861 iniciaram-se os trabalhos de terraplanagem da praça e em 1863 a Companhia das Águas terminou a construção do Reservatório de Água da Patriarcal que, para além, de aprovisionar o jardim fazia a ligação com diversos chafarizes de Lisboa: Século, Loreto e S. Pedro de Alcântara. Em 1869 deu-se a iluminação e ajardinamento do local, a cargo de João Francisco da Silva. O jardim tem uma área de 1,2 ha, traça e estilo romântico inglês em torno de um grande lago octogonal com repuxo. Destacam-se várias espécies arbóreas, salientando-se o enormíssimo cedro-do-Buçaco, considerado o ex-libris da praça, com 20 metros de diâmetro. Podemos ainda observar canteiros de recorte simétrico repletos de plantas e flores assim como pequenos arbustos. No ano de 1915 colocaram no jardim um busto do jornalista republicano França Borges em sua homenagem ficando oficialmente a designação de “Jardim França Borges”.

Localização: Praça do Príncipe Real , 1250-184 Lisboa
Horário/ Hours/ Horaire: Aberto 24 horas
Acessibilidades:
Autocarros/ Buses/ Bus (Carris):
92, 758, 773, 790;
Metro/ Metro/ Métro: Rato

domingo, 29 de julho de 2012

Casa do Alentejo




Ainda a respirar Alentejo, depois de um fim de semana maravilhoso não resisto a deixar o convite a quem está por Lisboa a visitar a Casa do Alentejo. 

Fica situada na baixa de Lisboa num magnífico palacete do século XVII edificado pelos Viscondes de Alverca, em tempos já foi um casino, adquirido em 1981 pela casa do Alentejo. Um espaço elegante, com bonitos painéis de azulejos de Jorge Colaço. Vale a pena uma visita pela gastronomia alentejana mas também pela sua arquitectura de influências mouriscas.

Morada:
Rua portas de Santo Antão, 117
1150-268 Lisboa
Telefone: +(351) 213405140
Fax: +(351) 213405149
E-mail: geral@casadoalentejo.pt
Site: www.casadoalentejo.pt
Horário: Diariamente Almoço: 12h:00 às 15h:00
Jantar: 18h:00 às 23h:00
Metro: Rossio 

sábado, 28 de julho de 2012

Jogos Olímpicos


1ª Medalha de Ouro para Portugal conseguida em 1984 por Carlos Lopes 


Com a criação do Comité Olímpico de Portugal em 1909 e a sua aceitação, Portugal foi o décimo terceiro pais a integrar o Movimento Olímpico. Em 1912 tivemos a primeira participação nos Jogos de Estocolmo e desde então estivemos sempre presentes e podemos ainda orgulhar-nos de ser a décima oitava nação mais assídua. Conseguimos até 2008, um total de 22 medalhas sendo: 4 ouros, 7 pratas e 11 bronzes). A nossa primeira medalha foi de bronze em 1924 numa prova de equitação. 

Receber uma medalha e de preferência de ouro é sempre o grande objectivo. Contudo sublinho que o espírito do Olimpismo é muito maior e mais profundo, os anéis olímpicos entrelaçados que representam a união dos cinco continentes e o encontro de atletas do mundo inteiro nos Jogos Olímpicos é uma luz, um momento para a maior compreensão e entendimento entre os povos, através da união e do desporto como uma força maior. 
Força Portugal!


PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO OLIMPISMO
1. O Olimpismo é uma filosofia de vida que exalta e combina de forma equilibrada as qualidades do corpo, da vontade e do espírito. Aliando o desporto à cultura e educação, o Olimpismo é criador de um estilo de vida fundado no prazer do esforço, no valor educativo do bom exemplo e no respeito pelos princípios éticos fundamentais universais.
2. O objectivo do Olimpismo é o de colocar o desporto ao serviço do desenvolvimento harmonioso do Homem em vista de promover uma sociedade pacífica preocupada com a preservação da dignidade humana.

3. O Movimento Olímpico é́ a acção, concertada, organizada, universal e permanente, de todos os indivíduos e entidades que são inspirados pelos valores do Olimpismo, sob a autoridade suprema do COI. Estende-se aos cinco continentes e atinge o seu auge com a reunião de atletas de todo o mundo no grande festival desportivo que são os Jogos Olímpicos. O seu símbolo é constituído por cinco anéis entrelaçados.

4. A prática do desporto é um direito do homem. Todo e qualquer indivíduo deve ter a possibilidade de praticar desporto, sem qualquer forma de discriminação e de acordo com o espírito Olímpico, o qual requer o entendimento mútuo, o espírito de amizade, de solidariedade e de fair play. A organização, administração e gestão do desporto devem ser controladas por organizações desportivas independentes.

5. Toda a forma de descriminação relativamente a um país ou a uma pessoa com base na raça, religião, política, sexo ou outra é  incompatível com a pertença ao Movimento Olímpico.

6. Pertencer ao Movimento Olímpico exige o respeito da Carta Olímpica e o reconhecimento pelo COI.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um ano de Coisas Portuguesas Com Certeza...

Quando criei este blogue as minhas aspirações eram terapêuticas, longe de Portugal, da família, de casa, de pequenas coisas que fazem toda a diferença. Vi neste espaço o meu ponto de encontro com as raízes com o meu país e o cenário ideal para mostrar Portugal às novas pessoas que ai conhecendo. Iniciei um processo de pesquisa de descoberta ao ritmo das minhas memórias e das minhas saudades infinitas. Muitos apertos no coração, muitos sorrisos desmedidos, muitas viagens mentais... Enfim um coração enorme de filigrana tecido de amor cresceu em mim, onde cabe todo o meu amor e força para fazer desta terra um lugar melhor e mostrar sempre que possível ao mundo que afinal o paraíso existe e esta mesmo aqui debaixo dos meus pés num Jardim à beira mar plantado... O sol brilha mais forte, o mar abraça-nos, as pessoas são únicas, a gastronomia é o pecado mais apetecível. Um mundo para descobrir em Portugal nas suas gentes, lendas e tradições. Um orgulho desmedido em ser portuguesa e guardar em mim todos os sonhos do mundo numa expressão muito “pessoniana”.



Há um ano iniciei este blogue com os Pastéis de Belém, hoje para comemorar a data nada melhor do que os travesseiros de Sintra.
Estes conhecidos doces sintrenses são os mais recentes, surgiram da atividade pasteleira por uma família da vila em meados de 1940. Pelas mãos de Constança Luísa dos Santos Cunha que era neta da fundadora da antiga e conhecida Casa das Queijadas da Piriquita. A tradição reinventa-se e surge esta nova delicia em Sintra, para satisfação de quem por lá passa. O novo doce é feito com massa folhada, doce de ovos, amêndoas e açúcar. São sempre acabados de fazer, suculentos, estaladiços, cremosos, sabem sempre a pouco e são um bom motivo para se perder em Sintra de uma forma muito doce.

Obrigada a todos
De Portugal para o Mundo