segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rebuçados de Ovo Portalegre


Os rebuçados de ovo de Portalegre são uma das minhas predições em doçaria, comemos um, dois, três e ficamos sempre com vontade de comer mais um! É um doce conventual nascido nos conventos da região de Portalegre há vários séculos. A receita foi transmitida ao longo dos tempos o que alimenta ainda mais este doce pecado e o seu segredo preservado entre as doceiras da Região aguça ainda mais o desejo destas bolinhas amarelas hiper calóricas! A Fábrica do Rebuçado de Portalegre escolheu esta emblemática receita para trazer até nos o primeiro de muitos doces.


Os critérios de qualidade são importantes e a conjugação da tradicionalidade da receita com as mais modernas exigências de qualidade e controlo da produção são uma prioridade da fábrica assim como não são esquecidos a investigação e desenvolvimento de produtos que visam continuar fieis às suas origens artesanais.
A receita mistura com habilidade ovos e açúcar, com os incontornáveis segredos de antigamente, dando origem a um rebuçado escondido num papel de seda que se derrete na boca dos mais gulosos.


Contacto:
Sabores Santa Clara, Produtos Tradicionais, Lda.
Rua Eng.º Mira Amaral, Zona Industrial,
CACE, Pavilhão C1, 7300-058 Portalegre,
Telefone: 245 341 087
e-mail: rebucado@rebucado.com
http://www.rebucado.com

Rebuçado de Ovo Portalegre

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Chocolates Arcádia

Bombons Arcádia 

Mais ou menos por esta altura costumo ir passar um fim de semana ao Porto e claro que um sítio incontornável é a casa Arcádia na Rua da Almada 63. Este ano pelo menos para já, com muita pena minha não vou poder marcar o ponto numa das minhas cidades preferidas. Contudo é sempre uma delicia recordar os bons momentos que passei na melhor companhia do mundo e com quem partilhei bombons Arcádia e vinho do Porto. Uma combinação perfeita!
Dizem que são os bombons melhores do mundo, não sei se serão os melhores mas que são únicos e insubstituíveis não há dúvidas. No sítio onde vivo as lojas de chocolates estão espalhadas pela cidade como cogumelos e já provei muitos chocolates mas sem dúvida nenhum que intimide o chocolate Arcádia. É o orgulho do que é nosso, do que é português, do que é bem bom.
Anúncio antigo 

O chocolate deve ter “alma”, história e claro o sabor genuíno e aveludado, para ser perfeito. A família Bastos desde 1933 que se dedica ao fabrico de produtos tradicionais e de qualidade, inundado o nosso imaginário e aproximando e alimentando o sonho de chegar a nós o melhor chocolate do mundo. Os seus bombons têm um estatuto especial assim como as línguas de gato, são usados produtos naturais selecionados para o seu fabrico artesanal. As amêndoas torradas de fabrico caseiro fazem também parte das especialidades. O cacau destes bombos tem origem no Equador, no Gana, na Tanzânia, Madagáscar, São Tomé, e podemos deliciar vários sabores desde o caramelo, morango, lavanda, rosa, café entre outros sabores. Maravilhosos e para todos mesmo quem não pode abusar dos açúcares tem a possibilidade de optar por uma gama de chocolates sem açúcar.

Fábrica 

Muito boas são também as drageias de licor “Bonjour”, ou os bombons Vinho do Porto que já representam 20% das vendas e tem grande procura em Lisboa. Novidade são os recentes bombons Whisky Balvenie.
Bombons Arcádia Vinho do Porto

Bombons Arcádia Whisky Balvenie

Como sempre o segredo é a alma do negócio e como não seria de esperar outra coisa as receitas estão no segredo dos deuses, contudo sabe-se que a maioria das amêndoas vêm da Califórnia e são trabalhadas à moda francesa, enquanto os bombons são confecionados do mais fino chocolate belga. Segundo fonte recolhida no site Dinheiro vivo onde João Bastos, neto do fundador, Manuel Pereira Bastos falou da empresa que partilha de herança com a irmã.

Contacto:
Confeitarias Arca e Arcádia S.A.
Rua do Almada, 63
4050-036 Porto
Tel: 00351 222 001 518
Fax: 00351 222 001 519
Email: geral@arcadia.pt
http://www.arcadia.pt/
Várias lojas no Norte e Sul
Fonte :
http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Artigo/CIECO017286.html
http://www.arcadia.pt/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Chocolate Regina

Sombrinhas da Regina

Sempre adorei chocolate e os da Regina, são os meus preferidos. Quando fui morar para Lisboa, ironicamente a minha morada ia ser justamente na Rua Sá de Miranda em Alcântara, onde começou o percurso desta marca portuguesa que sempre se destacou no mundo dos chocolates, fundada em 1928. Acabei por não ir morar para essa rua mas o que nunca deixou de acontecer foi o meu gosto e interesse crescente por chocolate. 
No meu imaginário uma parte do mundo devia ser de chocolate como nas historias doces que nos contam quando somos pequenos. Estar menos feliz, estar muito contente, estar em casa à lareira, estar na rua a passear, estar com os amigos, ir a outro pais, estar um sol imenso ou um frio de rachar SEMPRE É bom comer um chocolate e uma boa desculpa. Tenho uma amiga que é alérgica ao chocolate e quando penso nisso quase que fico deprimida por ela, logo tenho ainda mais vontade de comer esse tal chocolate! Talvez haja chocolates anti-alérgicos assim como existem sem açúcar!
A Regina passou por gerações e gerações de portugueses e fez feliz muitas crianças com as sua criações. Quem não se lembra do “coma com pão”, das sombrinhas de chocolate às cores penduradas na árvore de Natal, ou das tabletes da Regina com frutas, do kit das três tabuletas que dizia: “desfrute do prazer de saborear chocolate de leite, fonte de cálcio, magnésio e fósforo”. 

Chocolate de leite com avelãs

Coma com pão da Regina

Chocolate de leite com frutas

Esta marca criou ainda a tão conhecida máquina dos furos sempre presente na feira do livro e por tantos espaços comerciais do nosso pais. Oferecia ainda uma grande variedade de coleções temáticas e sempre originais, muito à frente do seu tempo, já fazia propaganda turística de Portugal mostrando as várias regiões do pais.


Coleções temáticas 

Nos finais doa anos 80 face à concorrência externa perde poder competitivo. Em finais do ano 2000 a marca Imperial adquiriu a marca Regina relançando-a no mercado na Páscoa de 2002, com momentos altos e baixos tem vindo a revelar-se novamente um sucesso. Em grande parte devido à sua imagem de tradição e qualidade que vieram dar origem a alguns relançamentos de produtos do nosso imaginário, como é o caso das sombrinhas de chocolate. Paralelamente a Regina passou a lançar outros produtos tais como as amêndoas e avelãs com cobertura de chocolate em é líder de mercado.
Amêndoas Regina 

Chocolate Preto Regina 

Uma marca que soube gerir bem o seu potencial histórico e de qualidade, que vai ao encontro de novos desafios ao mesmo tempo que procura alimentar o nosso imaginário de infância. Melhor do que ver os seus produtos é provar e aproveitar a experiência de saborear um chocolate Regina.  

Contacto:
RAR - Sociedade de Controle (Holding) S.A.
Rua Passeio Alegre, 624
4169 - 002 Porto
Tel: +351 226 190 500
Fax: +351 226 190 529
E-mail: info@rar.com
Site: www.rar.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Confiança - Saboaria e Perfumaria desde 1894

Cheiros de Portugal e de Confiança
Sabonetes Confiança

A Saboaria e Perfumaria Confiança teve início no norte de Portugal, mais propriamente em Braga, no dia 12 de Outubro de 1894, sob a orientação da dupla Silva Almeida e Santos Pereira.
Começou por ser especializada no fabrico de sabão offenbach, posteriormente criou-se uma associação quase imediata à qualidade aos produtos da Confiança. A empresa vendia e apostava essencialmente em Portugal e nas colónias Portugueses da altura.

A reputação alcançada no sabão, deu abertura de mercado à Confiança para se emancipar comercializar produtos de beleza sendo um mercado por explorar na altura em Portugal. A empresa surpreende o mercado com produtos de cosmética de elevada qualidade e fabricados em Portugal. 1910 foi o ano que ficou marcada o pelo lançamento das primeiras marcas próprias, apresentando designes e fórmulas originais adaptadas. Com o fim da 1ª Grande Guerra e com as provas de sucesso um novo período de forte expansão na Confiança se seguiu, e que se refletiu no desenvolvimento da empresa e no aperfeiçoamento técnico dos aspetos produtivos assim como na conquista de novos mercados. A ampliação das instalações fabris era uma necessidade que se concretizou e na qual se incluem uma tipografia e uma cartonagem, onde se produziam as embalagens.




Em 1919 foi outro ano importante pois a gama de produtos produzidos e comercializados pela Confiança alargava-se a sabonetes perfumados, finos, transparentes, pó de arroz, águas de colónia, sabonetes medicinais, extratos extrafinos e óleos provenientes das então colónias Portuguesas.
Depois de 1920 a presença dos produtos Confiança emergia já em todo o território nacional incluindo as ilhas dos Açores e da Madeira. São levados a cabo esforços de investigação e desenvolvimento dentro da Confiança que culmina com o registo de várias patentes referentes aos processos de fabrico e formulações químicas.
É impressionante saber que em 1928 fabricavam-se cerca de 150 marcas diferentes de sabonetes, pó de arroz, cremes, pastas dentífricas, stiques de barbear, águas de colónia, loções e essências.
Espuma de Barbear

Os ingredientes usados são de origem natural vegetal e não são testados em animais, segundo informação recolhida. Os sabonetes são manipulados obedecendo às melhores práticas de fabrico na indústria cosmética.
Na década 80 a Confiança começa a desenvolver novos cosméticos, adaptando e oferecendo outras fórmulas novas, de forma a responder ao pedido incessante de novos produtos satisfazendo assim os seus clientes.

Sabonetes Confiança

Quem diria que depois deste percurso fabuloso a empresa em finais de 2005, iria encontrar-se em situação financeira debilitada, acabando a empresa por ser adquirida por uma capital de risco portuguesa. Com os esforços de ré-organização e investimento como ações prioritárias, foi já possível concretizar a certificação pela ISO 9001:2000, tornando-se assim de forma louvável na única empresa do sector que vê reconhecidos os seus métodos de produção e produtos.
Novos Produtos 

São uma prioridade na Confiança a aposta na melhoria dos produtos existentes, das embalagem, da oferta e o desenvolvimento de novos produtos, tendo em conta as origens e os métodos tradicionais, transmitidos de geração em gerações. Estão presentes influências artísticas da Art Nouveau e da Art Déco dos loucos anos 20, continuam ainda bem patentes nos produtos clássicos da Confiança. A harmonia da forma, às características do sabonete e à embalagem, é uma arte e característica diferenciadora na Confiança que se perpetua ao longo gerações. Toda essa essência da Confiança, produtos que ganharam a nossa confiança de forma genuína.
Novidades da Marca



Contactos:
Saboaria e Perfumaria Confiança, S.A.
Lugar do Vontigo Lote 1-1A - Zona Industrial Sobreposta
Apartado 1085 - Este S. Mamede
4715-515 Braga

Telf:+351 229 289 821/2
Fax: +351 229 260 331

Website:
http://www.confiancasoaps.com/

E-mail:
mail@confiancasoaps.com



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lenços de Namorados

Bordadeira: Cristina Lopes – Aliança Artesanal – Vila Verde, 1950


O amor aos pedaços e bordado de norte a sul. É um amor que se escreve em linhas que se passeia e que conquistam. Sempre gostei da linguagem simbólica, ler para além das letras sentir para além do toque... Carregados de sentimento estes adereços marcam um universo de contos e histórias de Amor que já saltaram dos quadrados de linho para as loiças, vestidos. Percorrem agora vários caminhos com a intensidade e preciosidade de outros tempos.
Gosto deles coloridos, poéticos e com mensagens escondidas nos desenhos que os decoram, um objeto de comunicação entre duas pessoas com uma linguagem estética e simbólica nas entrelinhas da sua exibição.

Bordadeira: Obra das Mães (Vila Verde) – 1950



Nem sempre foram conhecidos por “lenços dos namorados”, bordadeiras ou pessoas idosas recordam que inicialmente eram simplesmente apelidados de “lenços” ou “lencinhos” e não tinham a dimensão emblemática que tem hoje em dia.
Tal como acontece com os bordados em geral não se sabe ao certo a data exata da sua existência, embora os primeiros relatos apontem para o século XIX. A história dos lenços é muito curta tal como confere José Cordeiro, (1997: 227) a existência dos lenços em várias regiões de Portugal e a sua predominância no Minho foram realçadas e trazidas a público graças à atenção principalmente dos etnógrafos do fim do século XIX. Os lenços mais antigos eram bordados em ponto cruz com linha preta ou vermelha e nos finais do século XIX dá-se a substituição do pano de linho pelo de algodão, para facilitar o trabalho. No século XX assistimos a uma evolução das cores, que tem um carácter económico uma vez que as linhas coloridas eram muito mais acessíveis. Foram profundas as transformações sociais e culturais que se deram nos anos 70 e foi quando menos lenços foram produzidos, mesmo sendo a imigração um fator para a continuação desta prática. Igualmente importante neste período foram os ranchos folclóricos que precisavam sempre deles. Já nos anos 80 várias iniciativas de recolha no concelho de Vila Verde revitalizam os lenços, dando-lhe um novo impulso, surgem várias estruturas associativas ou cooperativas que também foram fundamentais. Nos anos 90 a Câmara Municipal de Vila Verde apostou nos lenços como emblema do concelho, a partir de 1996 iniciou-se o processo pioneiro, só antes realizado em Portugal com os bordados da Madeira, que culminou na implementação da certificação.

Vestido de Noiva com inspiração nos Lenços dos Namorados


Vista Alegre Inspiração Lenços dos Namorados

Do que se conhece da história dos lenços resulta que a sua origem é desconhecida, não existindo, até ao momento, qualquer documentação que possa comprovar a existência de qualquer filiação com algum
produto semelhante numa outra região do mundo ou com uma qualquer tradição cultural europeia muito
antiga, pelo que carece de confirmação a conhecida hipótese de uma possível influência dos “lenços de
fidalgo” sobre os lenços populares .”
Caderno de Especificações para a Certificação Lenços de Namorados do Minho – Edição 2007



Fonte 
Os “lenços de namorados”: frentes e versos de um produto artesanal no tempo da sua certificação
Vila Verde, Município de Vila Verde, Proviver EM, 2008, 2.ª ed. (revista e aumentada), 302 páginas.

http://www.aliancartesanal.pt

Caderno de Especificações para a Certificação Lenços de Namorados do Minho – Edição 2007







sábado, 7 de janeiro de 2012

Portugal Promotional Tourism Film | 2011




No Film, Art & Tourism Festiva, o filme promocional turístico de Portugal foi premiado na Polónia, de realçar que este é o maior evento do mercado para apresentação e avaliação de filmes de promoção turística.
"Portugal, the beauty of simplicity" distinguido em Varsóvia na categoria "The best film promoting country, region or city" alcançando um orgulhoso segundo prémio, entre 220 filmes internacionais que se apresentaram a concurso.
Produção: Krypton Films
Banda sonora do compositor português Nuno Maló (radicado nos Estados Unidos e detentor de uma carreira internacional na área publicitária e na indústria cinematográfica de Hollywood.)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cortiça Portuguesa

Foto: O Montado (APCOR)


magem característica do Alentejo, de Portugal?
Grandes planícies e os seus inconfundíveis sobreiros também conhecidos por Chaparros. Nome cientifico “Quercus Suber“ que pertence à família dos Carvalhos, é das espécies de árvores mais predominantes em Portugal com incidência no Alentejo litoral e serras algarvias. Mas é devido à cortiça que o sobreiro tem sido cultivado desde tempos remotos e que em 21 de dezembro de 2011 a Assembleia aprovou o projeto de resolução que veio a declarar o Sobreiro como “árvore nacional”. Somos os lideres mundiais em produção de cortiça que ocupa uma área aproximadamente de 737 000 hectares dos quais 3, 45 milhões de hectares são floresta portuguesa.
É uma árvore que se renova de 10 em 10 anos aproximadamente e é submetida ao descortiçar, e assim sucessivamente, consegue viver em média 150 a 200 anos. 
                             Foto: João Paulo Redondo, Herdade das Faias, Alentejo 2007


A cortiça é um tecido vegetal que se extrai do sobreiro e que possui qualidades únicas e impressionantes e que até aos dias de hoje nenhum engenho humano conseguiu imitar ou mesmo ultrapassar tais como: leveza, impermeabilidade a líquidos e a gases, elástica e compressível, um excelente isolamento térmico e acústico, combustão lenta, muito resistente ao atrito. Mas acima de tudo um material cem por cento natural, reciclável e biodegradável.
Portugal pode ainda orgulhar-se de ter sido pioneiro em termos de legislação ambiental, as primeiras leis agrárias que protegem os montados de sobro surgem no início do século XIII,mais precisamente em 1209. Posteriormente, durante as Descobertas, os construtores das naus e caravelas portuguesas, utilizavam a madeira de sobreiro no fabrico das partes mais expostas às intempéries devido às características de resistência que lhe eram atribuídas.
 Rolha
Desde sempre usada como vedante, foi esta uma das suas primeiras utilizações 


Mas o princípio da exploração sistemática dos grandes sobreirais que caracterizam a Península Ibérica e que ainda hoje subsistem na Catalunha e em Portugal, só se dá a partir do século XVIII, quando a produção de rolhas de cortiça cresce exponencialmente. É também nesta altura que surgem os primeiros trabalhos sobre a sua constituição química desenvolvidos pelo químico italiano Brugnatelli, bem como o primeiro compêndio sobre a subericultura (o cultivo de árvores da família Suber). Azinheiras, Sovereiras e Carvalhos da Província de Além-Tejo, é publicado em 1790 e assinado por um português, Joaquim Sequeira.
Em Portugal nos últimos anos temos assistido a um aproveitamento das potencialidades da cortiça que tem vindo a crescer de forma expressiva.




Pelcor

Algumas inovações portuguesas 


Novidades mias recentemente, dão a conhecer a apresentação ao mercado de uma inovação absoluta: um banco de automóvel com o assento feito em cortiça, que prevê reduziu para metade o seu volume e tornou-o três vezes mais leve que os bancos tradicionais. O impressionante desta invenção é que cada um destes novos bancos consegue subtrair 45 quilos a um carro normal, resolvendo assim dois dos grandes problemas do sector automóvel, o peso e o volume. O banco é um projeto nacional concebido a partir de know how inteiramente português – design, suporte técnico-científico…Muito embora ainda esteja em fase de protótipo, já conquistou a Magna, líder mundial de componentes automóveis que já efetuou encomendas de mais de 300 milhões de euros.
Com mais de três séculos de história, a cortiça é um dos produtos naturais mais apreciados a nível nacional e internacionalmente. Encarada como uma joia da economia portuguesa, ou, mesmo o “nosso ouro” a indústria corticeira, para além da forte relação com a cultura vinícola, expande, também, a sua aplicabilidade a outros produtos, criando novas gamas e dando espaço à criatividade nacional, dessa forma garante e assegura uma posição de referência e destaque no mercado mundial.



Aprodukt
Integração nos tempos que correm 

Nos adereços de moda

Anéis em cortiça - Claudia Chaves Carvalho

Fio onde podemos passear "a tal rolha" da "tal garrafa" tão especial
Lisa e Danielle Franke


A cortiça passou do contexto rural e popular assim como dos elementos etnográficos para uma adaptação e renovação, têm sido a chave para o sector da cortiça ir além da tradição, ultrapassando fronteiras, conquistando e alcançando novos segmentos de mercado. Mesmo em período de crise "generalizada" nos mercados internacionais, entre 2008 e 2009, o sector evidência sinais de melhoria, para os quais tem contribuído o aumento das exportações, segundo o diretor- geral da APCOR.
Os países importadores de rolhas para vinho e aplicações para a construção civil, destacasse: a França, a Espanha, os EUA, a Alemanha, a Nova Zelândia, a Inglaterra, o Canadá, os Emirado Árabes, o Chile, a Argentina, a Rússia, a China e o Japão.
Tendo em conta este contexto, Joaquim Lima sublinha que "Portugal é o maior exportador de produtos de cortiça", detendo, também, "a liderança na quantidade e comercialização" de produtos fabricados. "Quando se encontra um produto em cortiça em qualquer parte do Mundo, normalmente, foi fabricado em Portugal".
O Tarro

Museu Municipal de Estremoz 


Utensílio de cortiça, utilizado pelos pastores alentejanos para levarem os almoço para o campo quando iam guardar os rebanhos. Era uma forma de garantir o almoço quente por várias horas graças às propriedades térmicas da cortiça. 

Coxo em cortiça

Foto: Xavier Jamir


Utensílio de cortiça, trabalhado numa única peça e que permite beber água nas fontes. Muitos carros tem um sempre guardado para as eventualidades

Selo de Cortiça



Os CTT laçaram no dia 28 de Novembro de 2007 o primeiro selo de cortiça do mundo da autoria de João Machado e com uma edição de 230 mil exemplares.

Observatório do Sobreiro e da Cortiça de Coruche 


O Observatório do Sobreiro e da Cortiça, inaugurado em 2009 em Coruche, teve um investimento de 1,5 milhões de euros e tem por objectivo alcançar a «linha da frente no que respeita à investigação e inovação» no sector.

Museu da Cortiça de Silves


O principal museu da cortiça existente em Portugal e vencedor do prémio Luigi Micheletti para o melhor museu industrial europeu em 2001 - encerrou no mês de Maio de 2012 no seguimento da  falência do grupo de distribuição alimentar Alicoop.

Pavilhão de Portugal na Expo de Xangai 2010


O Pavilhão de Portugal da Expo Xangai 2010, integralmente revestido de cortiça cedida pela Corticeira Amorim, acabou por ser distinguido com o “Prémio de Design”, atribuído pelo Bureau International des Exhibitions


Fonte:
http://www.apcor.pt/
APCOR - A Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR) foi criada para representar e promover a Indústria de Cortiça Portuguesa. É uma associação patronal, de âmbito nacional, fundada em 1956.
http://www.rotadacortica.pt/
http://www.novacortica.pt/
Sandra Correia é a “Mulher Portuguesa 2011” eleita pelo site do empreendedorismo feminino No Feminino Negócios.