quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia 1 de Dezembro 1640 - Restauração da Independência

Coroação de D. João IV de Veloso Salgueiro (1908) Óleo sobre tela, espólio do Museu Militar 

Feriado Nacional 1 de Dezembro 2011, faz hoje 371 anos deu-se a restauração da independência. Quem diria que passado tanto tempo o povo português esta a ressacar por uma nova restauração da independência desta vez não dos nossos vizinhos espanhóis mas sim dos eixo franco-Alemão que de forma descarada asfixia toda a Europa principalmente países periféricos e submissos como Portugal. 
Na altura a morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, que não deixou descendência entre outras motivos de natureza política, contribuíram para a perda da Independência de Portugal. Não havendo um sucessor direto, automaticamente a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este por sua vez, aquando da tomada de posse, que se deu nas cortes de Leiria, em 1580,fez  promessa de zelar pelos interesses do País, respeitando igualmente as leis, assim como os usos e os costumes nacionais. 
A história é repetitiva e aconteceu o mesmo que acontece consecutivamente nos dias que correm,ou seja,  essas promessas não foram sendo respeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios mais um facto que se mantém nos dias de hoje com os nossos dirigentes políticos e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha naquela altura neste momento estamos numa situação assim com o eixo franco-Alemão com a agravante que estes nos vão afundado com um sorriso nos lábios, palmadinhas nas costas e reuniões em almoços cínicos onde os pontapés  e as ameaças já deixaram de ser subtis. 
Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência, onde estão presentes elementos do clero e da nobreza. Mais dia menos dia passamos da ficção do Titanic onde o barco afunda e a música continua a tocar à realidade do pais que se afunda nas águas turvas de um governo que construiu um barco de pólvora prestes a explodir na alegada tranquilidade e confiança política que só os próprios governos conseguem ver. Mas na altura a 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduziu-se no Paço da Ribeira, onde residia a Duquesa de Mântua, que representante a coroa espanhola, mataram o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vêm à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Desta forma terminam  60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida  em todo o País.
O próximo desafio era defender as fronteiras que Portugal tinha afim de evitar  uma provável e previsível retaliação espanhola. Dadas as circunstâncias, foram mandados alistar todos os homens entre os 16 e os 60 anos e fundidas novas peças de artilharia. 
O ano de 1640 é um marco para todos os portugueses que não deve ser esquecido e apelo à força intrínseca deste meu povo. Tudo é possível, o barco pode até afundar mas união faz a força

As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram

Luís de Camões - "Os Lusíadas",Canto I

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